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sábado, 27 de outubro de 2012

domingo, 18 de abril de 2010

Carta à um amor do passado


Nós pensávamos que quando acabássemos iríamos morrer, iríamos chorar até nossas lágrimas secarem e inundarem o mundo. Mas quando acontece a gente percebe que não fora tão duro assim que na verdade aquilo tinha que acontecer e sem que percebêssemos, rezávamos todo dia pedindo por isso.
Não foi falta de amor, talvez ele nem tenha existido, talvez era só uma amizade bonita e sincera como no princípio, uma carência e uma afinidade fora do comum que fora de extrema importância para colocar os pingos nos “is”. Alguns momentos durarão para sempre como uma bela fotografia presa na parede da nossa memória junto com todas as outras que nos remetem a momentos bons. Não esquecerei dos seus beijos, dos seus abraços e principalmente das nossas longas conversas.
Por mais que a gente queria, nunca é fácil dizer “adeus”. A acomodação e o medo da incerteza não nos permite fazer isso. Tenho certeza que foi melhor assim e que nossa amizade permanecerá intacta. Torço muito para que encontre o outro pedaço de sua alma, e sei que você me deseja o mesmo.

Sempre prometo que vou tentar postar mais vezes, mas parece que quanto mais eu prometo menos eu posto, por isso não digo mais nada.
Beijos ;*

terça-feira, 23 de março de 2010

Meus filmes, minha vida


O filme era preto e branco, mas não era antigo, pelo contrário, mais atual era impossível. Ele parecia nos prender na monotonia e futilidade da vida da mocinha sem graça, que por sinal, não exercia bem o grandioso papel que lhe fora dado. Ela não conseguia se destacar dos demais personagens. Acho que eu até poderia classificar como ficção-científica, afinal, todos pareciam clones (im)perfeitos da última estrela pop lançada semana passada, todos davam os mesmos abraços murchos, os mesmos sorrisos falsos e falavam as mesmas frases clichês. E o mocinho? O galã agora era trocado a cada semana, quase sempre por nunca satisfazer todas as expectativas da principal. E o romance, tempero dos filmes, fora riscado do roteiro do filme.
Eu não conseguia suportar aquela película fria e cansativa que cismava em se repetir em todos os canais. Não agüentava mais aquele espelho de uma sociedade morta, previsível e sem ideais.Eu queria mais... Eu queria as cores de Almodóvar, romances ardentes, passarinhos na janela, diálogos inteligentes, passeios pelo desconhecido com a (in)certeza de um final feliz.
Foi aí que comecei a escrever meu filme...

Demorei, mas postei.
Beijos.